quarta-feira, 1 de junho de 2016

Alienação midiática: Uma nova velha caverna

Alienação midiática: Uma nova velha caverna

Quem nunca leu o Mito da Caverna de Platão? Se não leu, leia. Só assim para entender o que torna um ser humano preso a uma caverna na atualidade, o que, de fato, aliena um homem que não consegue enxergar outro mundo, neste caso, uma nova informação.
É notório que o poder que a veiculação midiática exerce na construção dos ideais e da visão de mundo dos indivíduos, principalmente àqueles que são alienados e se enquadram no perfil de massas de manobra é cada vez mais visível. A caverna que nos aprisiona, atualmente, num cenário globalizado e capitalista é o conhecimento dissipado, aliado à falta de oportunidades de se retirar do senso comum às ideias e ideais incutidos pela mídia como verdade absoluta.
Portanto, para sair dessa caverna, dessa prisão é necessário que o ser humano entenda que há um mundo além das informações alienantes noticiadas como únicas e verdadeiras, só assim não teremos seres alienados, mas seres conectados com a realidade, desde que se façam pesquisas acerca de informações disseminadas por essa mídia alienante, não é a toa que temos a internet, jornais e revistas que nos trazem tantas informações, porém, é necessário filtrá-las para saber, então, qual é a real, a verdadeira informação.


A febre das Redes Sociais

A febre das Redes Sociais

O mundo, nos últimos anos, tornou-se mais tecnológico, as pessoas se aproximaram mais uma das outras – ainda que virtualmente -, as culturas foram expostas, ou melhor, podemos conhecer e viver qualquer cultura em apenas um click. As redes sociais estão à disposição dos usuários para unir, reaproximar, mas também, aliciar pessoas, especialmente jovens e crianças.
A exposição demasiada da intimidade nas redes sociais é uma das principais causas de crimes cometidos pelos “criminosos virtuais” Pois, já não é novidade que muitas crianças possuem contas nas redes sociais, por exemplo, no facebook, o que facilita a “entrada” de criminosos na vida destas crianças, já que os pais estão trabalhando e/ou não têm tempo para conversar com os próprios filhos. Logo, a saída para as crianças e jovens é conversar com os “amigos” virtuais, pois, os criminosos se tornam muito amigos, confidentes das vítimas, até o crime acontecer.
Contudo, é necessário que pais e professores mantenham um diálogo constante com as crianças e jovens sobre os perigos que rondam as redes sociais, e mostrar que estar  conectado é, também, importante; porém, é preciso instruí-los a aceitar pessoas conhecidas na rede de amigos e pesquisar sites confiáveis, ler revistas apropriadas para cada fase, isso tudo com a mediação dos pais e professores.

Dessa forma, evitam-se crimes contra crianças e jovens indefesos, “solitários”. Pois, o que ainda falta nessa modernidade liquida, é o diálogo, a conversa e a mediação para o uso adequado das redes sociais, uma vez que a interação deve existir, seja virtual como abertura para a interação no “mundo real”.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A TELEVISÃO BRASILEIRA E A EDUCAÇÃO

A TELEVISÃO BRASILEIRA E A EDUCAÇÃO

"o uso das novas tecnologias exige uma nova forma de pensar o ensino-aprendizagem, não podemos reduzir apenas a instrumentos que transmitem animação na aula. A presença da televisão na sala incentiva a escrita, leitura, visão, criação, imaginário, etc num processo de aprendizado muito avançado. Todavia, por mais que esteja presente na sala de aula, a televisão, até então, só vem servindo de suporte para a exibição de filmes, porque ainda não se descobriu ou buscou caminhos que possibilitassem a sua utilização.”

A televisão, mesmo com o crescimento de acesso à internet, ainda é considerado um dos  meios de comunicação mais acessível a toda a população. Porém, falar sobre TV, é falar de programas disponíveis para a população que tem acesso a esse bem, contudo, é fato que a maior parte da população que tem possui essa tecnologia em suas residências, nem sempre tem acesso a uma programação considerada “educativa”. Fica refém da TV aberta, já que não tem condições de pagar uma TV por assinatura.
Entretanto, o fato é que essa TV também dita o programa que cada faixa etária deve assistir, ou seja, dia o que você deve “ver” e o que não deve. Porém, como essa TV sabe o que é melhor para determinada família. É imprescindível que aas famílias não se deixem ser manipuladas por essas “indicações”, antes, é necessário que as próprias famílias entendam o que elas querem assistir e que saibam filtrar as informações para não serem manipuladas, como fantoches nas mãos de quem tem o poder para manipular. Isso, aqui, refiro-me a TV analógica, pois a real TV digital ainda não é uma realidade para muitos, o que existe como TV digital é uma forma de ludibriar as pessoas afirmando que eles terão o melhor da TV em imagem e som, e ainda pode interagir com essa TV. É surreal, pois, o acúmulo de poder nas mãos de empresários da imprensa no Brasil, assim como a supremacia da Rede Globo, que usa de lobbies, manipulação mental coletiva e todo tipo de “armas” para se manter no poder.
Com tudo, é fato que a tecnologia produz poder, a ponto de a história da civilização humana ser a história do desenvolvimento de diferentes armas de diferentes tipos. E nesse caso, a TV, especialmente a aberta, tem m poder gigantesco de manipular os cidadãos que não detêm um poder de criticidade, acreditando em tudo o que ouve e vê (na TV).
Portanto, é necessário que a população lute por uma programação que lhe agregue mais conhecimento, menos manipuladora e que, de fato, seja uma programação interativa e não uma pseudointeração. É com uma interação “real” que a população conseguirá, pelo menos em parte, dizer se o programa é condizente com o que ela espera e crê, não se deixando mais ser manipulada por quem detém o poder da mídia, da TV aberta.


SELECIONAR (IN)FORMAÇÃO É ESSENCIAL NO MUNDO DAS TECNOLOGIAS

SELECIONAR (IN)FORMAÇÃO É ESSENCIAL NO MUNDO DAS TECNOLOGIAS

As crianças, adolescentes e jovens vivem grande parte de seu tempo de vida na Escola. Pais e educadores, especialistas e professores ali igualmente dedicam sua atenção, desenvolvem sua ação humana e sua atuação profissional. Porém, como o professor lida com estes indivíduos (alunos) que além de passar grande parte da vida na escola também vivem outra parte da vida conectado às rede sociais, ou melhor, à internet?
É importante que a escola, antes de tomar decisões, entenda que o atual século é o século das tecnologias, da autonomia, de informações disponíveis em um click. E que, hoje, o professor não é o detentor de todo o saber, o estudante já vem com uma gama de (in)formação e conhecimento, contudo, para que o professor consiga lidar com toda essa novidade, é imprescindível que ele (professor) esteja “antenado” e conectado com todo esse processo de mudança sócio-comunicacional presente no século XXI.
A vida, pois, acontece no cotidiano da escola, a formação igualmente. Trata-se de construir uma escola que seja acolhedora, não mais excludente; uma escola que entenda, respeite e, acima de tudo, ouça o que o aluno tem a falar sobre as informações recebidas tanto por amigos quanto por informações disponíveis na internet. A partir disso, o professor pode dialogar com o aluno como filtrar informações verídicas, sites confiáveis, pois, há um excesso de informações e para tanto o aluno e professor precisam estar atentos a essa enxurrada de notícias. Pois, o cotidiano não é a repetição de rotinas, é o espaço da criação, a dimensão da estabilidade das relações para o acontecer singular da identidade pedagógica e a manifestação original do ser humano.

Com uma formação adequada para lidar com essa gama de informação e conhecimento, certamente o professor dialogará melhor com os estudantes o que, consequentemente, tornará a sala de aula mais atrativa e o aluno sentirá que, de fato, faz parte do processo de aprendizagem, uma vez que o diálogo também versará sobre tecnologia, já que ele (aluno) está cada vez mais integrado dentro do processo digital, virtual e comunicacional.

REA

REA

Afinal, o que é REA?
REA é uma sigla que quer dizer Recursos Educacionais Abertos que tem como um dos objetivos facilitar o acesso a informações disponibilizadas na rede para que todos, além do acesso a esse material disponibilizado na rede, possam fazer remixagens para uso próprio, ou seja, o usuário tem a liberdade de usar conforme a necessidade e depois compartilhar a alteração na rede para que outras pessoas tenham acesso e assim sucessivamente.
Assim, os materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros" é a definição de Recursos Educacionais Abertos (REA) dada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco),  esse é um movimento crescente,  alavancado pela Internet, e que tem como marcas a colaboração e a interatividade. Imaginemos que um professor precise de uma plano de aula, de um determinado conteúdo... com REA o plano de aula estará livre para uso e devidas alterações, assim é REA, livre para uso e devidas modificações, porém, toda modificação continua livre parra os próximos usuário.
O REA se apoia em três elementos principais: conteúdos de aprendizado, como cursos completos e metodologias de ensino e aprendizado; ferramentas técnicas, como sistemas de gerenciamento de conteúdo e comunidades de aprendizado online; e recursos para implementação, ou seja, licenças de propriedade intelectual para promover a publicação aberta de materiais. 
Portanto, é imprescindível entender que a  ideia principal por trás do REA é que qualquer coisa publicada pode ser utilizada e recombinada por outras pessoas, aumentando o conhecimento de todos. Assim para que todo o conteúdo seja disponibilizado e acessível a todos, é importante saber que existem quatro liberdades mínimas do REA, os chamados "4Rs": "revisar, reusar, remixar e redistribuir. 

Mais informações, acesse REA.

O rádio a favor da educação

O rádio a favor da educação
Como um dos meios de comunicação mais antigo pode ser ligado à educação de forma que favoreça a aprendizagem?
É notório que o rádio surgiu como forma de manifestar o pensamento sem o viés comercial e capitalista. Com o tempo, esse meio de comunicação passou a ser visto como meio comercial e capitalista até chegar às rádios comunitárias que tem como foco ajudar na divulgação das lojas, anúncios da/na comunidade e crescimento, também, do comércio local.
Até que surgem nas escolas as rádios para que a aprendizagem dos alunos fosse desenvolvida de forma eficaz. O problema é que nem todas as escolas entendem a importância deste veículo como suporte para aprendizagem do aluno. Contudo, é necessário que diretores, professores percebam a relevância da rádio na escola como forma de estimular a aprendizagem autônoma e libertária do aluno. Pois, o aluno terá que pensar em programações que atendam os interesses dos jovens colegas, professores, enfim, de toda a comunidade escolar, como filtrar notícias (gerais, nacionais, regionais e até seleção de músicas) à idealização de programas dentro da rádio.
Com a ampliação e acesso da internet, o rádio teve seu up grade também no meio virtual, pois cresceu também o acesso a uma programação de rádio através da rede mundial de computadores.

Enfim, é fato, que a rádio na escola favorece a uma aprendizagem mais lúdica e interessante do ponto de vista do aluno, uma vez que ele desenvolverá toda a programação, ainda que mediada por um profissional da comunicação ou atém mesmo com o auxilio de um professor.

Software Livre: Liberdade de Criação

Software Livre: Liberdade de Criação
Imaginemos que só houvesse uma marca de biscoito... de um refrigerante... O que aconteceria?
Certamente, seríamos obrigados a comprar esses itens para o consumo, mesmo não gostando. E, ainda assim, pagaríamos valores altíssimos, pois, como só haveria uma marca, haveria também o monopólio destes produtos. Ou seja, não teríamos alternativa de comprar outra marca.
Assim é o uso do software proprietário, neste aso não temos liberdade de fazer qualquer alteração para o nosso benefício e o de toda a coletividade. Somos obrigados a tê-lo com o melhor, como o único capaz de suprir perfeitamente às nossas necessidades, até porque é incutido isso diariamente na mente dos cidadãos que desconhecem outra alternativa de uso, o Software Livre (SL).
Mas, afinal, como se utiliza o SL?
É necessário entender que no SL  o usuário tem liberdade e autonomia para usá-lo conforme a própria necessidade e que toda alteração feita serve para uso de todos os demais usuários dele.
Assim, não há como falar de SL sem citar as quatro liberdades que o definem:
1 A liberdade de executar o programa para qualquer efeito.
2 A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo às suas necessidades.
3 A liberdade de redistribuir cópias, de modo que você pode ajudar os outros.
4 A liberdade de aperfeiçoar o programa e fazer melhorias publicamente disponíveis, para toda comunidade se beneficiar.

Dessa forma, é importante entender que sem a liberdade de modificar um programa, os usuários permanecerão “reféns” e à mercê de um único fornecedor  que impõe regras de uso sem a possibilidade de adequar o programa à real necessidade do usuário. Por isso, é imprescindível que a população veja no SL um programa tão bom quanto  no proprietário, mas no SL com a possibilidade de autonomia e liberdade de fazer modificações em prol da coletividade que não está “refém” de um software proprietário.